21/09/2011 Carros do Álvaro - Além de risco diplomático, desenrolar da ação demoraria além do prazo em que a medida estaria em vigor.

Após o anúncio do aumento de 30 pontos percentuais no IPI dos carros importados, feito na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, afirmou que os governos governos afetados poderiam entrar com uma ação na OMC contra o Brasil.
No entanto, especialistas ouvidos pela Quatro Rodas descartaram que algum país prejudicado (principalmente China e Coréia do Sul) possa entrar com ação na Organização Mundial de Comércio (OMC). “É uma atitude arriscada do ponto de vista de relacionamento com outros países”, afirmou o professor de economia da Trevisan, Alcides Leite. “É improvável que ocorra algo mais formal na OMC, principalmente pela boa diplomacia entre os países”, completou o professor de finanças da ESPM Adriano Gomes, se referindo à boa relação comercial entre o Brasil e os dois países asiáticos.
"A China quer ganhar visibilidade nos mercados mundiais, tanto em termos de importação quanto de exportação. Por questões políticas, isso [ação na OMC] não está nos planos deles", salientou o professor Régis Braga, do Insper.
Outra questão seria o tempo que o processo levaria se fosse levado à OMC. “Uma decisão desse porte demandaria muito tempo e isso é um forte argumento para os governos minimizarem os efeitos da medida”, disse Adriano Gomes. A medida imposta por Mantega tem validade até 31 de dezembro de 2012.
Para ele, a melhor saída para resolver e amenizar os prejuízos para os países seriam as negociações bilaterais. “Nesses casos o embaixador de determinado país entra em contato com o Itamaraty e transmite para a matriz afetada. Depois vem uma delegação para avaliar as respostas”, concluiu.
Fonte disponível no(a): QuatroRodas.abril.com.br
Após o anúncio do aumento de 30 pontos percentuais no IPI dos carros importados, feito na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente da Abeiva, José Luiz Gandini, afirmou que os governos governos afetados poderiam entrar com uma ação na OMC contra o Brasil.
No entanto, especialistas ouvidos pela Quatro Rodas descartaram que algum país prejudicado (principalmente China e Coréia do Sul) possa entrar com ação na Organização Mundial de Comércio (OMC). “É uma atitude arriscada do ponto de vista de relacionamento com outros países”, afirmou o professor de economia da Trevisan, Alcides Leite. “É improvável que ocorra algo mais formal na OMC, principalmente pela boa diplomacia entre os países”, completou o professor de finanças da ESPM Adriano Gomes, se referindo à boa relação comercial entre o Brasil e os dois países asiáticos.
"A China quer ganhar visibilidade nos mercados mundiais, tanto em termos de importação quanto de exportação. Por questões políticas, isso [ação na OMC] não está nos planos deles", salientou o professor Régis Braga, do Insper.
Outra questão seria o tempo que o processo levaria se fosse levado à OMC. “Uma decisão desse porte demandaria muito tempo e isso é um forte argumento para os governos minimizarem os efeitos da medida”, disse Adriano Gomes. A medida imposta por Mantega tem validade até 31 de dezembro de 2012.
Para ele, a melhor saída para resolver e amenizar os prejuízos para os países seriam as negociações bilaterais. “Nesses casos o embaixador de determinado país entra em contato com o Itamaraty e transmite para a matriz afetada. Depois vem uma delegação para avaliar as respostas”, concluiu.
Fonte disponível no(a): QuatroRodas.abril.com.br

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