20/09/2011 Carros do Álvaro - Entidade defende medidas e afirma que também será prejudicada.
Depois de muita polêmica em cima do novo decreto, divulgado pelo Governo Federal na semana passada e que estipula um aumento do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para veículos importados, a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) resolveu se pronunciar.
Segundo a associação, não houve lobby por parte das grandes empresas envolvidas e que são chamadas de “indústria nacional”. “O que houve foi algo aberto e divulgado. Levamos ao governo um plano para o aumento da competitividade do setor automotivo”, garantiu o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. O executivo também levanta a queda balança comercial brasileira dos últimos cinco anos, como o principal motivo para tais medidas radicais divulgadas pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. “De acordo com números do próprio governo, o Brasil teve uma queda expressiva na balança comercial de 2006 a 2010. E o setor automotivo representa 60% desta queda. Isso é muito expressivo e era necessária alguma atitude”, disse.
Outro ponto que foi levantado nos últimos dias é que o novo decreto prejudica apenas as importadoras e beneficia as empresas que possuem fábrica no Brasil. Segundo Cledorvino Belini, isso não é a realidade. “Nós acreditamos que as medidas foram muito duras sim. Mas, o mercado brasileiro precisava de algum tipo de controle. Antes disso, qualquer um entrava na competição, seja importado ou com investimentos no país. Para se ter uma ideia, as montadoras da Anfavea também são atingidas, afinal, temos veículos importados e que sofrerão com o reajuste”, definiu.
Entenda como funciona
Para fugir do reajuste, as empresas têm 45 dias (contando a partir do anuncio feito no dia 15 deste mês) para reunir uma relação dos índices de nacionalização de seus produtos. Todos os produzidos no Brasil devem ter 65% de nacionalização ou passar por 6 de 11 processos indústrias estipulados pelo governo (como pintura, estamparia, produção de motor, transmissão e etc).
Já os que são produzidos e importados no México e Argentina, devem seguir os acordos bilaterais já existentes (que no caso exigem 60% de nacionalização, com peças produzidas por aqui, ou nos próprios países citados). Assim, fogem do reajuste do IPI. Os que não cumprirem essas medidas recebem o aumento de 30 pontos percentuais, de acordo com a cilindrada do motor.
Argumento de futuro
Por diversas vezes, durante a coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira (19), o presidente da Anfavea exaltou o efeito a longo prazo que a medida deve refletir. “Isso protegerá a produção nacional, a chegada de novos investimentos e a criação de empregos na indústria automotiva, que reponde por 5,2% do PIB [Produto Interno Bruto] nacional. Além disso, nos mostrará quais são os verdadeiros limites de incentivos e investimentos que governos como os da China e da Coréia do Sul possuem”, afirmou.
Fonte disponível no(a): Carsale.uol.com.br
Depois de muita polêmica em cima do novo decreto, divulgado pelo Governo Federal na semana passada e que estipula um aumento do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para veículos importados, a Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) resolveu se pronunciar.
Segundo a associação, não houve lobby por parte das grandes empresas envolvidas e que são chamadas de “indústria nacional”. “O que houve foi algo aberto e divulgado. Levamos ao governo um plano para o aumento da competitividade do setor automotivo”, garantiu o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini. O executivo também levanta a queda balança comercial brasileira dos últimos cinco anos, como o principal motivo para tais medidas radicais divulgadas pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. “De acordo com números do próprio governo, o Brasil teve uma queda expressiva na balança comercial de 2006 a 2010. E o setor automotivo representa 60% desta queda. Isso é muito expressivo e era necessária alguma atitude”, disse.
Outro ponto que foi levantado nos últimos dias é que o novo decreto prejudica apenas as importadoras e beneficia as empresas que possuem fábrica no Brasil. Segundo Cledorvino Belini, isso não é a realidade. “Nós acreditamos que as medidas foram muito duras sim. Mas, o mercado brasileiro precisava de algum tipo de controle. Antes disso, qualquer um entrava na competição, seja importado ou com investimentos no país. Para se ter uma ideia, as montadoras da Anfavea também são atingidas, afinal, temos veículos importados e que sofrerão com o reajuste”, definiu.
Entenda como funciona
Para fugir do reajuste, as empresas têm 45 dias (contando a partir do anuncio feito no dia 15 deste mês) para reunir uma relação dos índices de nacionalização de seus produtos. Todos os produzidos no Brasil devem ter 65% de nacionalização ou passar por 6 de 11 processos indústrias estipulados pelo governo (como pintura, estamparia, produção de motor, transmissão e etc).
Já os que são produzidos e importados no México e Argentina, devem seguir os acordos bilaterais já existentes (que no caso exigem 60% de nacionalização, com peças produzidas por aqui, ou nos próprios países citados). Assim, fogem do reajuste do IPI. Os que não cumprirem essas medidas recebem o aumento de 30 pontos percentuais, de acordo com a cilindrada do motor.
Argumento de futuro
Por diversas vezes, durante a coletiva de imprensa concedida nesta segunda-feira (19), o presidente da Anfavea exaltou o efeito a longo prazo que a medida deve refletir. “Isso protegerá a produção nacional, a chegada de novos investimentos e a criação de empregos na indústria automotiva, que reponde por 5,2% do PIB [Produto Interno Bruto] nacional. Além disso, nos mostrará quais são os verdadeiros limites de incentivos e investimentos que governos como os da China e da Coréia do Sul possuem”, afirmou.
Fonte disponível no(a): Carsale.uol.com.br

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